Atys e Dialogen: a operação num lugar só e a qualidade em cada conversa
O que a Atys resolve ao juntar atendimento, CRM, financeiro e equipe numa plataforma, e o que o Dialogen acrescenta ao avaliar como cada conversa foi conduzida.
Usar inteligência artificial para avaliar conversas de clientes envolve dados pessoais. Um checklist prático de LGPD para escolher e configurar a ferramenta.

Avaliar atendimento com IA dentro da LGPD significa enviar conversas de clientes a um modelo de linguagem só com o necessário: dados pessoais mascarados, dados de cada empresa isolados, retenção curta de áudios e imagens e registro de quem acessou o quê. Nesse arranjo, a sua empresa é a controladora dos dados e a ferramenta de monitoria é a operadora, e o contrato precisa dizer isso.
Avaliar conversas de atendimento com inteligência artificial significa enviar mensagens de clientes para um sistema que vai lê-las e interpretá-las. Essas mensagens trazem nomes, telefones, endereços, às vezes CPF, dados de pagamento ou informações de saúde. A Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) não proíbe esse uso, mas exige cuidado, e a responsabilidade não fica só com o fornecedor.
Este artigo não substitui a orientação do seu jurídico ou do seu encarregado de dados. É um roteiro de perguntas para levar a essa conversa.
A LGPD distingue dois papéis:
Na prática, isso quer dizer que sua empresa precisa ter uma base legal para o tratamento e garantir que o operador escolhido oferece proteção adequada. O contrato com o fornecedor deve deixar esses papéis claros.
Para avaliar se um atendente foi cordial ou conduziu bem a venda, o modelo de IA não precisa saber o CPF do cliente, o número do cartão ou o telefone. Pergunte ao fornecedor:
Em uma plataforma que atende várias empresas, cada uma deve acessar exclusivamente os próprios dados. E um prompt enviado à IA não deveria conter conversas de mais de uma empresa. Pergunte como esse isolamento é garantido e testado.
Pergunte se as conversas da sua empresa são usadas para treinar modelos de IA, do fornecedor ou de terceiros. Para a maioria das empresas, a resposta desejada é “não”, ou “só com autorização expressa”.
Áudios e imagens enviados pelos clientes são especialmente sensíveis. Depois de transcritos e descritos, o arquivo original raramente é necessário para a monitoria. Pergunte:
Um cliente da sua empresa pode pedir acesso aos próprios dados ou a exclusão deles. Como controladora, sua empresa precisa atender, e precisa que o operador consiga:
Quem leu a transcrição daquela conversa? Quem alterou a configuração da avaliação? Quem ajustou aquela nota? Uma ferramenta séria mantém registro de acessos sensíveis e de mudanças de configuração.
A ferramenta vai se conectar ao seu sistema de atendimento com um token ou autorização. Pergunte como essas credenciais são armazenadas (o ideal é criptografadas) e se podem aparecer em logs.
As conversas também envolvem dados dos seus colaboradores, e a avaliação produz informação sobre o desempenho deles. Boas práticas:
Talvez a pergunta mais importante seja sobre o papel da IA no seu processo. Uma ferramenta que sugere notas, com evidência, e deixa as decisões sensíveis para o gestor é muito mais fácil de justificar do que uma que decide sozinha.
Na dúvida, prefira a arquitetura em que:
| Tema | Pergunta ao fornecedor |
|---|---|
| Papéis | O contrato define minha empresa como controladora e vocês como operadores? |
| Minimização | Dados pessoais são mascarados antes de ir para a IA? |
| Isolamento | Como garantem que só minha empresa acessa meus dados? |
| Treinamento | Minhas conversas treinam algum modelo? |
| Retenção | Por quanto tempo guardam áudios, imagens e transcrições? |
| Titulares | Conseguem exportar e excluir os dados de um contato? |
| Auditoria | Registram acessos sensíveis e mudanças de configuração? |
| Revisão | Decisões críticas passam por uma pessoa? |
Se as respostas vierem claras e por escrito, você tem uma boa base para seguir. Se vierem vagas, é um sinal para investigar mais antes de conectar as conversas dos seus clientes.
Sim, com base legal para o tratamento, contrato que define a sua empresa como controladora e o fornecedor como operador, e garantias de minimização, isolamento, retenção e atendimento aos direitos dos titulares. Este roteiro não substitui a orientação do seu jurídico ou do seu encarregado de dados.
A sua empresa, que decide para que e como as conversas são tratadas. A ferramenta de monitoria é, em regra, a operadora, e trata os dados apenas conforme as suas instruções.
Não. Para avaliar cordialidade, clareza ou condução da venda, o modelo não precisa de CPF, cartão ou telefone. Pergunte ao fornecedor se esses dados são mascarados antes do envio ao modelo, inclusive nas transcrições de áudio.
Se o contrato define os papéis da LGPD, se dados pessoais são mascarados antes de ir para a IA, como o isolamento entre empresas é garantido, se as suas conversas treinam algum modelo, por quanto tempo áudios e imagens ficam guardados, se conseguem exportar e excluir os dados de um contato e se registram acessos sensíveis e mudanças de configuração.
Conectamos uma amostra do seu atendimento e mostramos a nota, a evidência e onde a venda escapa.

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